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Respostas curtas
Quanto dura uma prova olímpica de remo?
A distância de campeonato é de 2.000 metros, em raias, para as finais sênior olímpicas e mundiais. As provas contra o relógio e algumas provas júnior ou costeiras usam outras distâncias. Uma final de 2.000 metros dura cerca de cinco minutos e meio a oito, conforme o barco.
Qual é a diferença entre skiff e ponta?
Quem rema de skiff usa dois remos, um em cada mão. Quem rema de ponta usa um remo e senta a bombordo ou a estibordo. Skiff, double e quatro skiff são barcos de dois remos. Dois, quatro e oito são barcos de ponta.
Por que os remadores olham para trás?
O atleta senta num banco deslizante e empurra com as pernas contra o finca-pés. O remo é a alavanca que manda o barco na outra direção. Por isso a tripulação olha a popa, de onde veio. O timoneiro, quando há um, olha a proa e vê para onde o barco vai.
O que é uma repescagem?
Uma prova de segunda chance. As tripulações que não se classificam de forma automática da eliminatória entram na repescagem. Bastantes avançam às semifinais ou à final, conforme a prova. Perder a eliminatória não acaba a regata.
Quantas provas olímpicas de remo houve em Paris 2024?
Catorze. Sete barcos masculinos e sete femininos de peso aberto: skiff, double, quatro skiff, dois, quatro e oito. Os doubles leves já não estavam no programa. Os sprints de praia não foram uma prova olímpica em Paris.
Quem ganhou mais ouros olímpicos de remo?
Steve Redgrave, Elisabeta Lipă e Georgeta Damian ganharam cinco cada um. Os cinco de Redgrave vieram em cinco Jogos sucessivos. Lipă também tem o recorde de medalhas olímpicas, com oito.
O objetivo é cruzar 2.000 metros em primeiro no barco prescrito. As tripulações correm em raias de água parada. Cada barco deve levar uma bola da proa, uma esfera branca que torna o casco mais seguro num choque e dá aos juízes de chegada um ponto claro. O tempo e a colocação valem quando essa bola chega à linha. A foto decide chegadas que o olho não separa.
Uma regata de campeonato não é uma prova só. As tripulações se classificam em eliminatórias. Quem não avança de forma automática tem uma segunda chance na repescagem. As semifinais, quando o programa as usa, alimentam a final A das medalhas e a final B das colocações seguintes. O sorteio das raias e as condições importam, porque um vento de través pode favorecer um lado do campo. Por isso árbitros e o comitê de equidade olham a água além das tripulações.
Pontuação num relance
Regras básicas
Skiff e ponta
No skiff cada atleta usa dois remos, um em cada mão. Os barcos olímpicos de dois remos são o skiff, o double skiff e o quatro skiff. Na ponta cada atleta usa um remo, a bombordo ou a estibordo, e o barco só equilibra se os dois lados combinam. Os barcos olímpicos de ponta são o dois sem timoneiro, o quatro sem timoneiro e o oito. O oito é o único barco olímpico que ainda leva timoneiro.
O ciclo da remada
Uma remada tem quatro partes. Na pegada a pá entra na água em esquadro, perto dos pés. A puxada é o empurrão: primeiro as pernas, depois o tronco que abre e então os braços trazem o cabo ao corpo. Na saída a pá sai limpa. A recuperação devolve o cabo, inclina o corpo para a frente e desliza o banco para a popa, nessa ordem, enquanto a pá se deita ou fica em esquadro conforme o chamado da tripulação. A cadência é quantos desses ciclos acontecem num minuto.
A saída e o assentamento
Os barcos são alinhados por quem segura o pontão ou pela tripulação que recua até a saída. O starter os põe em atenção e depois dá o sinal. As primeiras remadas são curtas e muito altas, muitas vezes acima de 40 por minuto, para pôr o casco em movimento. A tripulação então alonga até um ritmo de prova, em torno dos trinta e tantos num oito e um pouco menos num skiff, e protege esse ritmo até as investidas previstas.
O governo e o timoneiro
Alguém tem de manter o barco reto. No barco com timoneiro, ele olha a proa, governa com o leme e fala à tripulação de cadência, posição e final. Sem timoneiro, um remador governa, muitas vezes com o pé no cabo do leme, olhando uma marca por cima do ombro ou um espelho pequeno. Ziguezaguear custa metros. Um barco que sai da raia e atrapalha outro pode ser excluído.
Raias, boias e árbitro
Os campos de campeonato usam raias balizadas, seis nos Jogos, num trecho escolhido pelo abrigo. Um árbitro segue numa lancha. Pode advertir uma tripulação, parar a prova se um barco está em perigo ou foi de fato impedido, e excluir por interferência, saída falsa ou por não seguir instruções. Ajuda de fora não é permitida: uma lancha que acompanha não pode orientar a tripulação durante a prova.
Peso do barco e do timoneiro
A World Rowing fixa pesos mínimos para que ninguém vença com um casco leve demais para ser seguro ou justo. O mínimo do skiff é 14 quilogramas. As classes mais pesadas têm o próprio piso, e os barcos são pesados no parque da regata. Os timoneiros também precisam atingir um peso mínimo. Se pesam menos, o barco leva lastro para que um timoneiro leve não seja vantagem de material.
Eliminatórias, repescagem e finais
O sorteio cabeceia as tripulações para que, na medida das inscrições, as mais rápidas não se encontrem na primeira eliminatória. Os vencedores da eliminatória, e às vezes mais de um barco por bateria, seguem para a final. O resto corre a repescagem, a bateria de segunda chance que define o formato do remo. As finais levam letra. A final A dá as medalhas. Uma final B ainda conta para pontos de ranking e para a vaga olímpica numa regata classificatória.
O ergômetro não é a prova
Quase todo remador de elite treina numa máquina de remo, em geral um ergômetro de volante com amortecedor, e o teste de 2.000 metros é a prova de forma habitual. Não é o campeonato do esporte. Na água, o equilíbrio, o governo, os redemoinhos e os outros atletas do barco mudam o quadro. Uma seleção nacional escolhe pelo ergômetro e depois pela troca de banco, em que dois atletas mudam de lugar e a tripulação cronometra o trecho.
Faltas e penalidades
Saída falsa
Uma tripulação que se move, ou cuja pá entra na água antes do sinal, pode receber saída falsa. Pela regra de duas faltas dos campeonatos da World Rowing, uma segunda saída falsa da mesma tripulação a exclui. O starter também pode excluir quem chega tarde à saída ou ignora instruções. Uma prova saída de forma injusta pode ser chamada de volta.
Sair da raia
Cada tripulação tem direito à sua raia. Entrar em outra, afundar um rival com a esteira ou apertar a linha das boias pode trazer advertência e depois exclusão. Se uma tripulação fica claramente impedida, o árbitro pode parar e ordenar nova saída, ou colocar o barco bloqueado como se a interferência não tivesse ocorrido. A decisão é do árbitro e pode ser protestada.
Ajuda externa
Durante a prova a tripulação não pode receber conselho da margem nem de um barco que segue, nem ser levada no ritmo de outro barco. Aparelhos que dão orientação ao vivo ficam fora do regulamento. Ajuda de segurança, como um árbitro que para uma tripulação prestes a bater, não é assistência. Depois da chegada, a orientação já não altera o resultado.
Material que não passa no controle
Um barco abaixo do peso mínimo, uma bola da proa ausente ou um timoneiro abaixo do peso sem o lastro exigido podem deixar a tripulação fora ou custar o resultado se a falha aparece na comissão de controle. Pás, travas de calcanhar e a abertura rápida dos sapatos são itens de segurança. Os oficiais os conferem porque um pé preso numa virada é perigoso, não porque mudem a classificação.
Conduta antidesportiva
Conduta abusiva com um árbitro, um rival ou um voluntário, e a tentativa deliberada de estragar a prova de outra tripulação, podem levar à exclusão ou a uma sanção mais ampla do júri. Também corre risco quem continua depois da ordem de parar, ou quem falta ao alinhamento de saída sem motivo. O remo trata a bandeira do árbitro e as ordens de saída como parte da prova, não como etiqueta opcional.
Formato de jogo
Uma final de 2.000 metros dura cerca de cinco minutos e meio a oito, conforme o barco e a tripulação. Os oitos são os mais rápidos, depois os quatros e os quatro skiff, depois os dois e os doubles, e por fim os skiffs. O plano costuma ser uma saída alta de 20 a 30 remadas, um meio longo numa cadência sustentável e um sprint a partir de uns 250 ou 500 metros, chamado pelo timoneiro ou pela voga. Não é preciso remar a prova inteira na mesma cadência. Investidas previstas de dez ou vinte remadas mais altas são o modo de tomar um comprimento.
As colocações se decidem pela ordem das bolas da proa, com foto se for preciso. Não há tabela de pontos dentro de uma prova só: o primeiro é o primeiro. No conjunto da regata, medalhas, diplomas e pontos de ranking da World Rowing vêm da final que a tripulação alcança. A vaga olímpica é outro calendário. As vagas para o comitê olímpico nacional se ganham no Campeonato Mundial e numa regata classificatória continental ou final, naquele barco, não por um ranking nacional geral.
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