Como aconteceu
O Eintracht Frankfurt chegou após destruir o Rangers da Escócia por 12 a 4 no agregado, e os 127.621 torcedores no Hampden Park assistiam, em parte, a uma revanche em nome dos anfitriões. Quando Richard Kress abriu o placar aos 18, a zebra ainda parecia possível. Alfredo Di Stéfano marcou duas vezes em sequência, aos 27 e 30, virando o jogo, e Ferenc Puskás fez o terceiro perto do intervalo. No segundo tempo, Puskás marcou mais três, inclusive de pênalti, e terminou com quatro gols — ainda o recorde individual em final de Copa dos Campeões/Champions League. Di Stéfano completou o hat-trick aos 73. Erwin Stein descontou duas vezes pelo Frankfurt, mas o 7 a 3 se manteve. No apito final, a torcida escocesa ficou nas arquibancadas e deu ovação de pé aos dois times, muitos até os jogadores do Madrid irem ao vestiário.
Por que ainda importa
Esse jogo completou a sequência de cinco Copas dos Campeões seguidas do Real Madrid e foi a primeira vez que uma multidão britânica viu, em massa, o padrão ofensivo que o continente produzia. Di Stéfano e Puskás, argentino e húngaro, mostraram que o futebol de clubes já era uma indústria que reunia talentos além das fronteiras, e a transmissão deixou marca em uma geração de técnicos ingleses sobre o status da competição europeia.