Como aconteceu
Quatro anos após o fim da Guerra das Malvinas, os dois países se enfrentaram diante de 114.580 torcedores no Azteca. O primeiro tempo terminou zerado. Seis minutos após o intervalo, a bola desviada por Steve Hodge flutuou de forma estranha na área, e Diego Maradona subiu à frente do goleiro Peter Shilton para marcar com a mão esquerda. Nem o árbitro tunisiano Ali Bin Nasser nem os auxiliares viram a infração, e Maradona depois disse que o gol tinha sido "um pouco com a cabeça de Maradona e um pouco com a mão de Deus". Quatro minutos depois, ele pegou a bola no próprio campo pela direita, girou duas vezes para escapar de Peter Beardsley e Peter Reid e disparou cerca de 60 metros em pouco mais de dez segundos, deixando Terry Butcher e Terry Fenwick para trás antes de driblar Shilton e empurrar de esquerda. Em enquete online da FIFA em 2002, o gol foi eleito o maior do século XX. A Inglaterra descontou a nove minutos do fim com cabeçada de Gary Lineker após cruzamento de John Barnes; Lineker terminou o torneio como artilheiro, com seis gols. A Argentina depois bateu a Bélgica por 2 a 0 na semifinal e a Alemanha Ocidental por 3 a 2 na final.
Por que ainda importa
O fato de os dois extremos do futebol terem saído do mesmo jogador em quatro minutos é o motivo de esse jogo ser revisto independentemente de tática ou placar. Toda polêmica de mão e todo argumento a favor do VAR desde então usa esse momento como referência, e o segundo gol de Maradona segue a prova mais forte de que um indivíduo pode sobrecarregar um time. Seu status na seleção argentina foi decidido nesses 90 minutos.