Como aconteceu
O Brasil chegou à semifinal sem Neymar, com vértebra fraturada nas quartas, e sem o capitão Thiago Silva, suspenso por cartão amarelo; os jogadores ergueram a camisa de Neymar no hino antes do apito. Aos 11, Thomas Müller, sem marcação, aproveitou o escanteio. O jogo então desabou por completo nos seis minutos seguintes. Aos 23, Miroslav Klose finalizou o contra-ataque para seu 16º gol em Copas, quebrando o recorde de Ronaldo; aos 24 e 26, Toni Kroos marcou duas vezes seguidas, a segunda após interceptação em erro de Fernandinho. Quando Sami Khedira fez o quinto aos 29, nem meia hora havia passado. No segundo tempo, o reserva André Schürrle acrescentou dois, aos 69 e 79, e Oscar descontou no fim. Grande parte dos 58.141 torcedores já aplaudia os passes alemães no meio do segundo tempo. Foi a primeira derrota competitiva do Brasil em casa desde 1975. Quatro dias depois, no Maracanã, a Alemanha bateu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e foi campeã.
Por que ainda importa
Continua sendo a derrota mais pesada da história de uma semifinal de Copa e o colapso mais extremo já sofrido por um anfitrião. O Brasil foi forçado a repensar a dependência de estrelas individuais e toda a estrutura de formação, enquanto a vitória alemã validou quase uma década de reforma da base desde 2006 em um único jogo. No Brasil, "Mineirão" entrou na linguagem quase como sinônimo autônomo de catástrofe.